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Influenciadora é agredida em samba na Lapa; advogada diz que agressor saiu rindo e debochando

Ela disse que, após ir ao banheiro, viu dois homens tombando em cima de seus amigos, como se estivessem bêbados. Carla diz que alertou um deles que estava caindo sobre ela, pouco antes de uma confusão no local.

Naquele momento, a produção do evento avisou que nenhum assédio ou violência contra a mulher seria tolerado.

“A partir daí, eu só lembro de violência. O bêbado me dá um empurrão de um lado, depois um soco na maçã do rosto que doeu bastante, e na sequência um soco na testa que ardeu”, disse Carla.

“Ouço a cantora no palco falando: ‘Estão agredindo uma mulher, ela tá sangrando’. Quando olho pra minha mão toda ensanguentada, percebo que essa mulher sou eu”, contou em seu perfil no Instagram.

O caso foi levado para a 5ª DP (Mem de Sá), na Lapa. Na delegacia, Lucas Henrique Baldusca Braz ficou em silêncio e disse que iria comparecer em juízo sempre que fosse solicitado.

Segundo a defesa, ele admitiu que esteve envolvido em uma confusão generalizada na Fundição Progresso, mas, segundo ele, a briga começou após ofensas racistas dirigidas a um seu amigo, que teria sido chamado de “macaco” por integrantes de outro grupo.

De acordo com a advogada de Lucas, ele “nega, de maneira categórica e veemente, ter desferido qualquer agressão direta, consciente ou individualizada contra a mulher que atualmente se apresenta publicamente como vítima.”

A advogada de Carla, Thaiz Sardinha, afirmou que a cantora do samba precisou pedir ajuda no microfone duas vezes até que pudessem separar a vítima do agressor:

“Ao todo, foram aproximadamente cinco homens tentando retirá-lo de cima dela, até que finalmente conseguiram afastá-lo”, disse a advogada.

Segundo Thaiz Sardinha, o rapaz ainda teria debochado da vítima na delegacia.

“Além dele sair rindo, na delegacia ele jogou beijo para minha cliente, a todo momento debochando, isso enquanto minha cliente sangrava”, disse a advogada.

Thaiz Sardinha ainda negou a versão de Lucas de que houve uma confusão generalizada, afirmando que depoimentos de testemunhas apontam uma agressão “unilateral e direcionada” contra Carla.

Fundição Progresso lamenta o ocorrido

A Fundição Progresso, local onde o samba aconteceu, postou uma nota lamentando o ocorrido e relatando que levou o caso à delegacia mais próxima.

“Infelizmente algo terrível aconteceu no nosso ambiente de trabalho na última quinta-feira. Logo depois de pararmos a roda para dar o recado que damos toda quinta-feira, de que não toleramos misoginia e qualquer tipo de preconceito, uma mulher foi brutalmente agredida.

Nós, a equipe da casa, o público em volta, os amigos; todos agiram o mais rápido possível para socorrer. Depois do ocorrido, fizemos o que sempre pregamos. Fomos até o fim e ficamos na delegacia até o final do trâmite legal. Mas não foi suficiente. O agressor saiu de lá andando e rindo.

A proteção de uma mulher contra a violência de gênero não pode depender dela conhecer ou ter mantido uma relação afetiva com seu agressor. Se a violência acontece porque ela é mulher, o Estado precisa protegê-la como vítima de violência de gênero em todos os lugares, em casa, no trabalho, na rua, numa festa ou em qualquer outro espaço. Esse é nosso compromisso.”, diz a nota.


Fonte: G1

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