“Eu percebo que as pessoas na favela crescem mais rápido porque criam responsabilidade muito cedo”.
A primeira vez que chegou ao Rio, ainda criança, Bruno Thierry achava que viveria em Copacabana. O destino foi outro: a Rocinha, em um choque de realidade que viraria combustível para o futuro. Hoje conhecido como Rocky Cria, o influenciador soma mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais mostrando, com mais humor que crítica, o cotidiano da maior favela do país.
Thierry, que antes de virar Rocky Cria enfrentou uma rotina comum a muitos moradores: começou a trabalhar ainda adolescente, aos 12 anos, dividiu o tempo entre escola, bicos e esporte – e aprendeu cedo o peso da responsabilidade.
“Eu fui até o segundo grau completo, estudei, e depois foquei mais na luta, que era o que eu tinha para sobreviver. Eu comecei a fazer faculdade, mas eu não conseguia acompanhar, trabalhar e estudar”, conta o ex-atleta de luta livre, muay thai e boxe, que ganhou aí o apelido Rocky, do boxeador mais famoso do cinema, vivido por Sylvester Stallone.
O início como influenciador surgiu da necessidade e da percepção de um talento. Depois de ser demitido na pandemia do cargo de vendedor de uma loja na Zona Sul, onde aprimorou suas habilidades para se comunicar, começou a fazer postagens nas redes sociais.
Fonte: G1
