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PF e Receita prendem ‘Playboy do Tráfico’ e apreendem 29 carregadores de fuzil enviados via correio para o Aeroporto do Galeão

Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal, na tarde de terça-feira (14), levou à prisão Diego Basílio Ribeiro, conhecido como Ratão ou Playboy. De acordo com investigações, ele era o destinatário de uma encomenda de 29 carregadores de fuzil AK-47 que saiu da Polônia.

Em 2023, entre janeiro e outubro, a Receita Federal apreendeu no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, 898 itens entre armas letais, partes de armamento e acessórios. Os 29 carregadores apreendidos nesta terça não constam desta estatística.

A carga foi encontrada nos Correios do Galeão, na Zona Norte do Rio. A partir daí, teve início a investigação de policiais da Delegacia Especial da PF que descobriu que a carga era destinada a Diego.

Com um mandado judicial, os policiais federais foram até Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, e prenderam o homem em flagrante com os 29 carregadores.

Há dez anos, Diego Ribeiro foi preso numa investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro em que era apontado como prestador de serviços de uma facção criminosa. Diego atuaria como uma espécie de “braço” dos criminosos fora de comunidades.

De acordo com investigações, Playboy chegava a abrigar traficantes em sua casa ou a guardar armas dos criminosos.

Isso tudo em meio à uma vida em que utilizava veículos importados, viagens e passeios de helicópteros com a família.

Na ocasião, quando foi preso, chegou a dizer a policiais civis que era “playboy e não traficante”.

A carga de 29 carregadores chamou a atenção dos fiscais da Receita por possuir apenas o nome e o endereço do destinatário e não possuir outros dados exigidos em remessas do exterior e que pretendiam burlar a fiscalização das autoridades.

A PF suspeita de que os carregadores seriam remetidos para organizações criminosas em comunidades do RJ.

Diego responde por tráfico internacional de acessórios para armas de fogo. Se condenado, a pena varia de oito a 16 anos de prisão.

A operação desta terça foi fruto de uma cooperação que envolveu a Polícia Federal, a Receita Federal, os Correios, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Federal, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Força-tarefa Internacional de Combate ao Tráfico de Armas e Munições.

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